Um espaço para auto-reflexão, mimimis adolescentes e falta do que fazer

domingo, 29 de dezembro de 2013

A vida como um Domingo

 
     Por muito tempo eu culpei o nada pelo vazio que eu sentia, culpei o destino por o que não aconteceu e culpei o tempo por o que eu não fiz.
     Durante esses dezessete anos, eu esperei sentada por coisas que nunca vieram, amores que nunca chegaram e momentos que jamais aconteceram.
     Eu sempre encontrei desculpas para fazer depois o que eu deveria ter feito hoje, sempre me beneficiei de falhas para reclamar e achar mais razões para não mudar.
     Constantemente eu via o Domingo como um dia cansativo. A ideia de ter que voltar para a rotina, no dia seguinte, era suficiente para acabar com o momento de descanso que eu deveria estar aproveitando. Se eu somasse todos os Domingos do ano que eu perdi por causa disso, eu provavelmente poderia usá-los como férias incríveis.
     Pensando nisso, eu notei que estava perdendo muito tempo, perdendo Domingos demais, seja me preocupando com coisas triviais, seja deixando de fazer coisas que poderiam fazer uma grande diferença. Entre um "farei amanhã" e outro, Domingos e mais Domingos foram se perdendo.
     Eu jamais conseguirei seguir pelo meu próprio caminho se me preocupar com as pedra que possivelmente aparecerão nele. Eu não serei capaz de viver o agora se estiver preocupada com o amanhã. Eu nunca poderei aproveitar o Domingo se estiver pensando demais sobre a Segunda-Feira.
     Confesso que cansei de ver pessoas reclamando sobre o que não aconteceu, culpando o nada pelo nada. Eu cansei de ver pedidos de recomeços, de novas dádivas e de novas chances para o ano que está para começar.
     Assim, eu decidi que eu mesma irei transformar o meu tempo, a minha vida. Uma das maiores lições que eu aprendi, e demorei muito tempo para realmente entender, dos personagens de livros e filmes, é que nós escrevemos nosso próprio destino, mas não é sentada em frente ao papel e caneta que isso irá acontecer.
     Eu decidi que a partir de hoje não levarei um Domingo como um domingo. O Domingo é curto demais para desperdiçá-lo.
     Não esperarei que 2014 traga mudanças. Começarei a fazê-las, desde já, com minhas próprias mãos. Agora, a história realmente começa a ser escrita.




E esse foi o último drama do ano.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A contradição de ser jovem

        Ser jovem é engraçado. É dramático. É poético.
        Tudo parece ser eterno, finito, insuperável, substituível, imutável, passageiro.
        Juramos que amores são para sempre. Achamos que nossos corações ficarão eternamente machucados. Pensamos que não vamos superar algumas perdas, nem esquecer certas pessoas.
         Acreditamos em novas paixões. Criamos esperança de um recomeço. Pensamos no ganhos de outras dádivas. Distraímos-nos com qualquer novidade.
         Por segurança, nos escondemos atrás de máscaras, porém procuramos incansavelmente pela verdade. Nós queremos seguir em frente, desbravar o futuro e conhecer coisas novas, sem nos desfazer do passado e de tudo aquilo que já se foi.
         Achamos que sabemos tudo, e também tememos por ainda não saber de nada.
         Não conhecemos o momento de parar. Não avançamos por causa da insegurança. Temos medo do tempo e, ainda assim, ansiamos por ele.
         Criamos obstáculos para nós mesmos, derrubamos barreiras indestrutíveis e durante todo o percurso levamos uma carga de sonhos grande demais, que, muitas vezes, não é apenas nossa.
         Seguramos lágrimas em momentos de dor e as derramamos por motivo algum.
         Somos impulsionados por sorrisos e provocações. Apoiamos e derrubamos uns aos outros pelo caminho.
         Ganhamos experiência e finalmente enxergamos que ainda não ganhamos nada.
         Assim, seguimos em frente, contrariando a nós mesmos e finalmente aprendendo o significado de viver. Ou não.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Arcano XIII



     Hoje, ao sair do colégio, eu me encontrei um pouco desnorteada. Pra falar a verdade, até agora não caiu a ficha. O meu último dia de Ensino Médio ainda não entra na minha cabeça.
     Poxa, ainda é terça-feira! Como não haverá aula amanhã? Como não verei meus amigos no mesmo local, ano que vem? Como nunca mais vou pisar naquela instituição para o mesmo propósito? Como não haverá volta?
     Enquanto eu fazia despedidas em voz alta, com um tom de piada, para as velhas e novas construções, essa ideia ainda não havia sido estabelecida.
     Durante o Ensino Médio inteiro você espera pelas férias de fim de ano, pelo momento que você deixará de sentar naquela sala, aturar as mesmas pessoas, estudar aquela matéria que você odeia ou ouvir aquele professor chato.
     Por mais que, durante boa parte do tempo, você deseje se livrar disso, quando tudo acabada, a sensação que a despedida traz desperta uma série de sentimentos, que inevitavelmente te incomodarão de algum modo.
     Eu ainda estou incomodada e vou precisar de algum tempo para me acostumar com a ideia.

     Sobre a imagem e o título, explicando de forma bem resumida: o Tarô é um jogo de cartas que surgiu entre os séculos XIV e XVI. Ele é composto por 78 cartas, 56 delas, denominadas de Arcanos Menores, compondo o que conhecemos, hoje em dia, como "baralho clássico", e 22 cartas denominadas Arcano Maiores.
     Com o passar dos anos, o jogo foi difundido, popularizado e recebeu alterações e novas interpretações, sendo jogado por nobres e plebeus, seja como forma de lazer ou como forma de se obter uma reflexão mística.
     Independente de sua finalidade, o Tarô exige interpretação e investigação, tendo algumas regras e definições dos Arcanos pré-determinadas, apesar de poderem variar de acordo com a presença de outras cartas na mesa.
     Eu escolhi o Arcano XIII - A Morte para ilustrar essa postagem por causa de sua simbologia.
     Apesar de seu nome e de sua figura macabra, a carta simboliza o fim de um ciclo e o começo de outro. A Morte está relacionada com as mudanças, o fim e o recomeçar em nossas vidas, sendo esses eventos esperados ou não.
     Eu não sei exatamente o que acontecerá daqui pra frente. Quais hábitos virão, quais serão esquecidos, quais pessoas permanecerão do meu lado e quais irão para longe. A única certeza que eu tenho é que ainda há muita coisa pela frente.
     Assim, eu encerro esse ciclo, junto com meus amigos, e começo outro, novo e cheio de possibilidades.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O corte de fita


     Na minha frente havia uma fita de cetim. Ela era delicada, macia e sua cor era de um intenso vermelho.
     Eu tentei criar um laço, para adornar meu cabelo, porém, ao manuseá-la, um pequeno fio da fita cortou meu dedo.
     Nesse momento, eu percebi que o ferimento mais doloroso existente era aquele feito pelo que menos se espera.
     Talvez, a falta de preparação para a dor acabe a amplificando ou a surpresa se misture com a agonia e cause tanta comoção.
     Independente de sua origem ou consequência, o quase invisível corte estava lá, doloroso e agudo. Superficial e imperceptível na pele, mas escancarado no interior do meu peito.
     A única cor de sangue presente na cena era a da fita de cetim, ainda enrolada em minha mão pálida. 
     O afeto e fascínio que eu tinha pela fita agora se misturam com ódio e repulsa. Como ela poderia me ferir de tal forma? Trair e magoar aquela que a tratava com tanta ternura?
     Essas respostas, eu espero não encontrar. Caso eu as encontre, quem sabe, o corte se abrirá mais ainda. 
     Ente a ignorância e o conflito, foi assim que as coisas nunca mais foram as mesmas com a fita de cetim. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A crônica dentro de uma crônica


     Durante o final da tarde, em um típico dia de cursos, para mim, eu estava esperando pelo ônibus, dentro de uma das exóticas estações-tubo da capital Paranaense.
     Meu humor estava tão nublado quanto o céu, e meus olhos liberavam gotas de chuva salgadas, graças a um dia cheio de decepções. Eu repassava em minha mente cada conflito e falha duranta as aulas, me afundando nas mágoas que transbordavam do meu peito.
     O ônibus vermelho chegou e eu embarquei, me espremendo entre pessoas cansadas que voltavam de mais um dia de trabalho. Obviamente, todos estavam preocupados demais com seus próprios problemas para notar uma pequena garota que se meteu em um canto e soluçava de forma angustiada.
     Daquele modo era melhor, porque eu nunca gostei de ser encarada por estranhos. Meu ego não me permitia que eu fosse vista chorando, e atrair um olhar curioso só pioraria meu dia. Havia como ele ficar pior?
     Bem, observando o ambiente, com minha visão molhada e embaçada, eu encontrei um par de olhos azuis. Eles eram os únicos que me fitavam, entre fones de ouvido e conversas paralelas.
     Porém, ao invés de piorar o meu humor, o olhar daquele rapaz me salvou. Ele era jovem, não se encaixava no meu padrão de beleza ideal, mas havia algo em sua expressão, enquanto me observava, que causou um certo fascínio e simpatia em mim. Quem sabe, por causa de sua cor clara, seus olhos pudessem absorver e experimentar um pouco da dor que captavam e enviar uma mensagem de conforto de volta para o dono do conflito. Um discreto sorriso coroou a situação e eu saí do ônibus me sentindo melhor.
     Eu acredito que se mais pessoas soubessem abraçar as outras com um olhar, como aquele rapaz fez, o mundo seria um lugar melhor.

domingo, 10 de novembro de 2013

As insanas vantagens de ser narcisista



Como todo ser humano, existem momentos em que eu sinto uma extrema necessidade de falar com alguém, necessidade do contato físico, de ouvir uma voz diferente e sentir a presença de outra pessoa.
Porém, eu nunca fui do tipo extremamente carente ou dependente. Na verdade, eu não sou. Poucas e insignificantes coisas, que eu vivi nesses dezessete anos, me deixaram assim.

Mas afinal, por que eu precisaria de outra pessoa?
Eu sou a melhor companhia que se pode ter.
Meu gosto musical é variado e eu não tenho qualquer preconceito com bandas, cantores ou grupos.
Gosto e posso conversar sobre diversos assuntos.
Tenho um senso de humor quase inacabável.
E o melhor de tudo: eu sou narcisista.
Eu não preciso que as pessoas saibam sobre o que eu faço, sobre o quão incrível eu sou ou como sou talentosa.
Pesquisas já mostraram que pessoas narcisistas têm mais sucesso em seus objetivos, no trabalho e na vida social.

Eu poderia passar horas enumerando minhas qualidades, e mais horas enumerando meus defeitos, e como eles me fazem única. Porém, eu não preciso disso.
A única que precisa saber sobre tudo isso, sou eu. Eu não aceitaria me dividir com outra pessoa.





E no final, uma postagem inteira não fez nenhum sentido. Quem sabe, no futuro essa postagem seja editada, quando a minha sanidade voltar.
Quem sabe eu deveria virar rapper, e criar aquelas músicas ostentativas.

As Musas estão de mal comigo


Estou passando por uma fase sem criatividade, pior ainda do que a que eu citei nas primeiras postagens do blog.
Queria muito conseguir prosseguir com um dos meus livros, mas eu realmente estou paralisada em certas partes. Não consigo imaginar uma continuação.
E sobre minhas postagens, tenho mudado de ideia muito rápido. Estou em um período de transição, onde algo que em um minuto parece extremamente genial, no outro é a coisa mais clichê e estúpida do mundo.
Essa mudança é tão irritante, mas tão interessante ao mesmo tempo.
Quem sabe eu esteja precisando de um tempo comigo mesma, para refletir e buscar dentro de mim o que está faltando.
Ou, quem sabe, eu precise tomar vergonha na cara e ler mais, para ver se alguma inspiração aparece e as Musas fazem as pazes comigo.

O que torna um poema verdadeiro?



Vagando por algumas redes sociais, eu percebi algumas coisas bem comuns nas postagens, principalmente de adolescentes como eu: o drama, a melancolia e o romance.
Porém, a maioria dessas postagens não são um contrato com a alma. São um contrato com o ego.
Frases clichês, cheias de palavras rebuscadas, postadas junto com a esperança de compartilhamentos e um futuro Lispector antes do nome.
Você venderia seus sentimentos em troca da fama?
Lembrando que não estou falando sobre publicar uma poesia, e sim sobre poesias feitas para serem publicadas.
Para mim, isso faz tanto sentido quanto a pessoa postar uma frase no facebook, onde já aparece seu nome, e mesmo assim assiná-lo na postagem.
Afinal, quem precisa de sentimentos quando se pode ter fama?
Por que simplesmente compartilhar um pensamento com o outro e acalmar um coração, quando você pode vendê-lo e cultivar a vaidade?

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Fama

A fama


Eu anseio à imortalidade. Por sua juventude e beleza eterna. Por suas inexistentes barreiras. Por seu permanente vigor. Por sua sensação de poder. Por seu título. Por seu falso frescor.
Eu anseio à imortalidade. Pelas coisas que jamais terei tempo de conhecer. Pelas poesias que jamais conseguirei ler. Pelos versos que jamais poderei escrever. Pelas histórias que jamais terei chance de viver.
Eu anseio à imortalidade. Por sua solitária parede. Por seu frio pedestal. Por sua constante agonia. Por sua inacabável tortura. Por seu frenético ritmo. Por sua doente euforia.
Eu anseio à imortalidade. Pelas visões que virão. Pelas vozes lançadas. Pelos inimigos feitos. Pelas amizades geradas.
Eu anseio à imortalidade. Pelas máscaras vestidas. Pela dor expressada. Pelo amor às sombras. Pela luz criada.
Eu anseio à imortalidade. Eu anseio mentir. Eu anseio morrer. Eu anseio a verdade. Eu anseio sentir. Eu anseio ser. Eu anseio mostrar. Eu anseio ter. Eu anseio lembrar. Eu anseio viver.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A tênue muralha entre amar e ser bom

Eu estava vasculhando uns textos antigos, perdidos no meu notebook e, por incrível que pareça, me senti extremamente frustrada ao perceber como a qualidade deles é superior, em comparação com meus textos atuais.
Não consigo imaginar se é questão de inspiração, ou quem sabe seja a fase que estou passando, mas vejo uma qualidade maior em antigos contos e desabafos que eu escrevia e guardava para mim.

Bem, na verdade, o caso não seria exatamente a qualidade, mas percebi que estou em um período diferente, mais limpo e simples, sem rodeios ou enfeites.
E, sim, isso pra mim é algo ruim. Eu tenho um amor maior por meus textos cheios de drama, frases de impacto e reflexões.
Vejo meus textos simples como não suficientes. Não acho que sejam bons o bastante e realmente sinto falta de terminar de escrever algo e pensar "Eu realmente escrevi isso?".

E eu admito: tenho medo do julgamento de quem lê o que eu escrevo. Esse é a grande confusão causada entre o conceito de amar e ser bom em algo.
Muitos confundem essas duas coisas e acabam levando a frase "Eu amo escrever", e até mesmo a existência desse blog, como prepotência.
Antes que qualquer coisa do gênero possa surgir em sua mente, caro leitor, eu estou esclarecendo tal ponto e desabafando.
Desabafando meus pensamentos, nessa página, e desabafando minha insatisfação comigo mesma, nesse post.

A partir do momento que você gosta de algo, você se dedica mais áquilo, porém, isso não é sinônimo de você ser Expert em tal assunto.

Eu realmente espero que essa fase passe logo e eu consigo retornar ao meu antigo estilo. Minha mente e minha alma sentem falta dele.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Você já parou para ouvir uma história hoje?

Não é apenas por causa da minha aspiração profissional, na verdade isso me levou à ela, mas eu sou a psicóloga do meu grupo de amigos. A conselheira e pessoa que resolve problemas emocionais, de ego e conflitos pessoais.
Eu pelo menos resolvo os problemas alheios.
É extremamente complicado guardar segredos, angústias e conflitos das pessoas ao seu redor. Por mais que não seja você que esteja vivendo aquilo, acumular tanta coisa, de tantos lados diferentes, acaba te fazendo mal. O pior é quando você não recebe o mesmo apoio que gostaria.
Por diversas vezes, eu tentei começar uma conversa com meus amigos mais próximos, tentar desabafar e, por um momento, falar da minha vida e sobre o que estava acontecendo comigo, mas nunca consegui.
Umas vezes tive medo de piorar a situação de uns que já tinham problemas demais. Outras, fui tratada como dramática. Muitas vezes recebi um "Eu também estou passando por isso *insira aqui desabafo da pessoa*", que acabou desviando toda a conversa para seus próprios problemas.
Algumas vezes esse desabafo alheio veio antes mesmo de eu expor o meu problema, sem me dar a menor chance de falar.
Por mais acostumada que eu esteja com tal situação, eu me sinto irritada.
Não me sinto irritada porque não estão me ouvindo, e sim porque não estão ouvindo.
Não é expondo constantemente sua desgraça que você conseguirá uma solução definitiva para os problemas da vida.
A clássica frase "Vivendo e aprendendo" se encaixa nesse contexto, mas como é possível aprender sem prestar atenção em algo que não seja seu próprio mundo?
Se a maioria das pessoas soubesse ouvir da mesma forma que fala, quem sabe, muitos conflitos poderiam ser prevenidos e solucionados, angústias seriam extintas e corações não seriam abandonados.

"Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui."
Clarice Lispector

domingo, 20 de outubro de 2013

Beloved Corruption


Há alguns dias, nossa professora de Inglês pediu para que cada um fizesse um poema com final trágico. Como eu amo falar sobre paixões proibidas, principalmente quando se passam entre anjos e demônios, por mais clichê que isso seja, eu ressuscitei um antigo poema e o traduzi.
Já que agora fiz o blog, posso finalmente postá-lo em algum lugar.
Espero que não tenha erros.
E eu ainda não coloquei um título nele, sou péssima pra isso.


EDIT

O Van Golliaz me ajudou a aprimorar e concertar alguns erros do poema, e também sugeriu um título pro poema que eu simplesmente amei ♥ Muito obrigada :D

Beloved Corruption

Her face caught my attention
Her laugh makes me grin
Her scent is my temptation
Her body is my sin
The beginning of our story
Is somehow also the end
Demons and angels won’t ignore it
The Devil and God also won’t intend
I am the shadow in the night
Corrupted and violent
She is the purest light
In any time, in any moment
Even with immortal souls
We aren't able to stay together
With just one kiss on a weakness moment
We can make this story last forever
Our bodies destroying each other
Light and darkness being fused
Becoming flames, sealing an eternal Love
Our existences being consumed

Eu acredito na mudança

Eu não sei se penso de forma diferente e ajo de forma indevida, ou se parte das pessoas que eu observo tem atitudes que não são muito boas. Mas pelo que eu notei, elas costumam ter dificuldade em aprender com seus erros e em se desculpar. Ou pelo menos parecem ter.
Admitir um erro, aprender com ele, consertar as coisas, me desculpar, nunca foram coisas difíceis. Sempre que aprendo a ver algo de outro ponto de vista, eu não hesito em voltar e mudar o que eu fiz, me desculpar pela parte errada e seguir em frente, com uma nova perspectiva, porém, isso parece algo não muito comum para alguns. 
Já disseram para mim diversas vezes a frase "Você se contradiz demais", e eu já vi inúmeras vezes uma pessoa usando as palavras que outra pessoa falou há um tempo como argumento para uma discussão, por exemplo:
"Semana passada você disse que sua cor favorita era verde! Você é um hipócrita dizendo hoje que sua cor favorita é rosa."
Não, eu não estou defendendo pessoas que não cumprem com sua palavra, que voltam atrás com compromissos ou promessas, mas sim aquelas que são julgadas por causa de pequenas coisas.
Aproximadamente 70% das pessoas que eu conheço, hoje, são jovens. Essa é a fase onde mais há mudanças de hábitos, posturas, pesamentos, interesses e etc etc etc. É o momento de errar para não errar mais tarde.
Por diversas vezes eu me pergunto se essa minha postura não afeta meu orgulho. Na verdade, eu nunca me senti atingida por admitir um erro, mas os outros parecem ser afetados por isso.
Eu sempre me perguntei se eu não defendia bem o meu orgulho, se estava me humilhando e deixando minhas prioridades de lado, mas nunca vi qualquer problema em conhecer e adotar algo novo.
Será que há algum problema que a reflexão possa trazer? 
 

sábado, 19 de outubro de 2013

Boa demais... Para ser amada?


A partir do momento que eu disse pra minha professora da primeira série que eu gostava de ouvir Beethoven e não conhecia apenas Für Elise, as pessoas começaram a me por num pedestal inalcançável
Mesmo sendo apenas uma criança, desde muito tempo, todos começaram a criar expectativas sobre mim.
Nunca fui uma garota prodígio ou com algum diferencial, pelo menos que eu tenha percebido, mas sempre
cultivaram uma imagem de "Garota diferente e inteligente". Isso pode parecer uma coisa boa, mas, com o tempo,
se tornou um dos maiores fardos da minha vida.
Acho que não preciso falar sobre como era frustrante tirar uma nota baixa e ouvir um "Eu tirei mais do que você, Stella!"
ou um "Até você, Stella?" quando eu fazia uma travessura como as outras crianças, não é mesmo?
E mesmo sendo apenas crianças, eu ouvi muitas vezes que alguém queria ser meu amigo, mas me achava legal demais pra isso.
Isso me tornou cada vez mais fria e fechada. 
Não é como se eu tivesse me tornado um ser anti-social, mas sou mais centrada e menos ligada a parte sentimental,
pelo menos até eu ter certeza que aquela pessoa não aja de forma idiota comigo.
A vida continuou, eu cresci, entrei no ensino médio e essa situação não mudou. Alguns professores parecem ter medo de me 
contrariar, outros me tratam de forma diferente e com mais cautela. As pedagogas evitam discutir e argumentar comigo e a 
diretora não levanta a voz. A turma calava a boca quando eu, raramente, falava algo para todos, e sempre davam uma atenção
maior para  minha opinião e ponto de vista. Colegas e até amigos têm medo de me abraçar e eu ficar brava. Uma até se 
surpreendeu quando soube que eu gostava de um garoto.
Até entre amigos fora do colégio, vieram com a ideia de "A Téia é diva" sem eu agir de qualquer maneira diferente.
Desde que eu comecei a sair, mesmo que fosse para um curso, com calça jeans e camiseta, as pessoas me olhavam na rua.
Há quem diga que isso é questão de aura, mas sendo ou não, isso sempre me incomodou.
Esses dias eu entrei em contato com um velho amigo, na verdade, uma velha queda. Entre conversas nostálgicas e notícias sobre a vida ele lançou a seguinte frase:
"Eu gostava de você, mas pensei que nunca teria chance e, também, nunca tive coragem de chegar em você, então desisti"
Não adianta chorar sobre o leite derramado, mas isso me revoltou internamente, ainda mais por não ser a primeira vez que ouço isso. 
Nem sempre ser alguém "inalcançável" é bom, nem sempre ser alguém que se destaca ou é diferente traz benefícios. 
Por mais que meus amigos mais próximos tenham outra visão de mim e ajam de forma diferente, eu odeio como 
as pessoas costumam criar expectativas. Isso acaba me machucando e as decepcionando. 
Eu sei muito bem como é difícil expor seus sentimentos para alguém, mas não deixe um motivo idiota impedir de fazer isso. 
Pessoas com pouca confiança e auto-estima me revoltam, por mais que isso não seja culpa delas. 
E eu também gostaria de ser menos fechada, de ter menos cara de mau ou de antipática. Quem sabe eu conseguiria ter
mais amigos, ou pelo menos uma imagem menos negativa do que as pessoas normalmente têm sobre mim.
Eu vou estar mentindo se disser que não me divirto com essas situações algumas vezes, mas a maior parte do tempo, 
isso acaba sendo algo solitário. 

Begin


Olá, meu nome é Stella, porém, todos me chamam, principalmente, de Téia, entre os outros mil e um apelidos que adquiri em meus 17 anos de vida.
Tenho uma mente extremamente crítica, criativa e dramática e, por tal motivo, estou criando esse blog, já que o twitter é limitado demais e o facebook não é o melhor lugar para reclamar da vida. Falando em tais redes, vou deixar o link delas aqui no blog, caso você, pessoa que está lendo isso, seja um desconhecido que veio parar aqui por acaso.
Sou uma futura estudante de Psicologia (bem, pelo menos até eu mudar de ideia), aspirante a escritora e dançarina, amante de música e moda asiática, com ênfase nas ondas sul-coreanas e japonesas.
Eu espero não me frustrar muito com a falta de seguidores desse blog, além do mais, não pretendo divulgá-lo, já que não quero que algumas pessoas que conheço o leiam. Ou será que quero?
Vamos nos divertir muito, Blog-kun!
*Insira aqui uma pitada de sarcasmo e acidez para terminar bem a introdução*
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