Um espaço para auto-reflexão, mimimis adolescentes e falta do que fazer

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Fama

A fama


Eu anseio à imortalidade. Por sua juventude e beleza eterna. Por suas inexistentes barreiras. Por seu permanente vigor. Por sua sensação de poder. Por seu título. Por seu falso frescor.
Eu anseio à imortalidade. Pelas coisas que jamais terei tempo de conhecer. Pelas poesias que jamais conseguirei ler. Pelos versos que jamais poderei escrever. Pelas histórias que jamais terei chance de viver.
Eu anseio à imortalidade. Por sua solitária parede. Por seu frio pedestal. Por sua constante agonia. Por sua inacabável tortura. Por seu frenético ritmo. Por sua doente euforia.
Eu anseio à imortalidade. Pelas visões que virão. Pelas vozes lançadas. Pelos inimigos feitos. Pelas amizades geradas.
Eu anseio à imortalidade. Pelas máscaras vestidas. Pela dor expressada. Pelo amor às sombras. Pela luz criada.
Eu anseio à imortalidade. Eu anseio mentir. Eu anseio morrer. Eu anseio a verdade. Eu anseio sentir. Eu anseio ser. Eu anseio mostrar. Eu anseio ter. Eu anseio lembrar. Eu anseio viver.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A tênue muralha entre amar e ser bom

Eu estava vasculhando uns textos antigos, perdidos no meu notebook e, por incrível que pareça, me senti extremamente frustrada ao perceber como a qualidade deles é superior, em comparação com meus textos atuais.
Não consigo imaginar se é questão de inspiração, ou quem sabe seja a fase que estou passando, mas vejo uma qualidade maior em antigos contos e desabafos que eu escrevia e guardava para mim.

Bem, na verdade, o caso não seria exatamente a qualidade, mas percebi que estou em um período diferente, mais limpo e simples, sem rodeios ou enfeites.
E, sim, isso pra mim é algo ruim. Eu tenho um amor maior por meus textos cheios de drama, frases de impacto e reflexões.
Vejo meus textos simples como não suficientes. Não acho que sejam bons o bastante e realmente sinto falta de terminar de escrever algo e pensar "Eu realmente escrevi isso?".

E eu admito: tenho medo do julgamento de quem lê o que eu escrevo. Esse é a grande confusão causada entre o conceito de amar e ser bom em algo.
Muitos confundem essas duas coisas e acabam levando a frase "Eu amo escrever", e até mesmo a existência desse blog, como prepotência.
Antes que qualquer coisa do gênero possa surgir em sua mente, caro leitor, eu estou esclarecendo tal ponto e desabafando.
Desabafando meus pensamentos, nessa página, e desabafando minha insatisfação comigo mesma, nesse post.

A partir do momento que você gosta de algo, você se dedica mais áquilo, porém, isso não é sinônimo de você ser Expert em tal assunto.

Eu realmente espero que essa fase passe logo e eu consigo retornar ao meu antigo estilo. Minha mente e minha alma sentem falta dele.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Você já parou para ouvir uma história hoje?

Não é apenas por causa da minha aspiração profissional, na verdade isso me levou à ela, mas eu sou a psicóloga do meu grupo de amigos. A conselheira e pessoa que resolve problemas emocionais, de ego e conflitos pessoais.
Eu pelo menos resolvo os problemas alheios.
É extremamente complicado guardar segredos, angústias e conflitos das pessoas ao seu redor. Por mais que não seja você que esteja vivendo aquilo, acumular tanta coisa, de tantos lados diferentes, acaba te fazendo mal. O pior é quando você não recebe o mesmo apoio que gostaria.
Por diversas vezes, eu tentei começar uma conversa com meus amigos mais próximos, tentar desabafar e, por um momento, falar da minha vida e sobre o que estava acontecendo comigo, mas nunca consegui.
Umas vezes tive medo de piorar a situação de uns que já tinham problemas demais. Outras, fui tratada como dramática. Muitas vezes recebi um "Eu também estou passando por isso *insira aqui desabafo da pessoa*", que acabou desviando toda a conversa para seus próprios problemas.
Algumas vezes esse desabafo alheio veio antes mesmo de eu expor o meu problema, sem me dar a menor chance de falar.
Por mais acostumada que eu esteja com tal situação, eu me sinto irritada.
Não me sinto irritada porque não estão me ouvindo, e sim porque não estão ouvindo.
Não é expondo constantemente sua desgraça que você conseguirá uma solução definitiva para os problemas da vida.
A clássica frase "Vivendo e aprendendo" se encaixa nesse contexto, mas como é possível aprender sem prestar atenção em algo que não seja seu próprio mundo?
Se a maioria das pessoas soubesse ouvir da mesma forma que fala, quem sabe, muitos conflitos poderiam ser prevenidos e solucionados, angústias seriam extintas e corações não seriam abandonados.

"Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui."
Clarice Lispector

domingo, 20 de outubro de 2013

Beloved Corruption


Há alguns dias, nossa professora de Inglês pediu para que cada um fizesse um poema com final trágico. Como eu amo falar sobre paixões proibidas, principalmente quando se passam entre anjos e demônios, por mais clichê que isso seja, eu ressuscitei um antigo poema e o traduzi.
Já que agora fiz o blog, posso finalmente postá-lo em algum lugar.
Espero que não tenha erros.
E eu ainda não coloquei um título nele, sou péssima pra isso.


EDIT

O Van Golliaz me ajudou a aprimorar e concertar alguns erros do poema, e também sugeriu um título pro poema que eu simplesmente amei ♥ Muito obrigada :D

Beloved Corruption

Her face caught my attention
Her laugh makes me grin
Her scent is my temptation
Her body is my sin
The beginning of our story
Is somehow also the end
Demons and angels won’t ignore it
The Devil and God also won’t intend
I am the shadow in the night
Corrupted and violent
She is the purest light
In any time, in any moment
Even with immortal souls
We aren't able to stay together
With just one kiss on a weakness moment
We can make this story last forever
Our bodies destroying each other
Light and darkness being fused
Becoming flames, sealing an eternal Love
Our existences being consumed

Eu acredito na mudança

Eu não sei se penso de forma diferente e ajo de forma indevida, ou se parte das pessoas que eu observo tem atitudes que não são muito boas. Mas pelo que eu notei, elas costumam ter dificuldade em aprender com seus erros e em se desculpar. Ou pelo menos parecem ter.
Admitir um erro, aprender com ele, consertar as coisas, me desculpar, nunca foram coisas difíceis. Sempre que aprendo a ver algo de outro ponto de vista, eu não hesito em voltar e mudar o que eu fiz, me desculpar pela parte errada e seguir em frente, com uma nova perspectiva, porém, isso parece algo não muito comum para alguns. 
Já disseram para mim diversas vezes a frase "Você se contradiz demais", e eu já vi inúmeras vezes uma pessoa usando as palavras que outra pessoa falou há um tempo como argumento para uma discussão, por exemplo:
"Semana passada você disse que sua cor favorita era verde! Você é um hipócrita dizendo hoje que sua cor favorita é rosa."
Não, eu não estou defendendo pessoas que não cumprem com sua palavra, que voltam atrás com compromissos ou promessas, mas sim aquelas que são julgadas por causa de pequenas coisas.
Aproximadamente 70% das pessoas que eu conheço, hoje, são jovens. Essa é a fase onde mais há mudanças de hábitos, posturas, pesamentos, interesses e etc etc etc. É o momento de errar para não errar mais tarde.
Por diversas vezes eu me pergunto se essa minha postura não afeta meu orgulho. Na verdade, eu nunca me senti atingida por admitir um erro, mas os outros parecem ser afetados por isso.
Eu sempre me perguntei se eu não defendia bem o meu orgulho, se estava me humilhando e deixando minhas prioridades de lado, mas nunca vi qualquer problema em conhecer e adotar algo novo.
Será que há algum problema que a reflexão possa trazer? 
 

sábado, 19 de outubro de 2013

Boa demais... Para ser amada?


A partir do momento que eu disse pra minha professora da primeira série que eu gostava de ouvir Beethoven e não conhecia apenas Für Elise, as pessoas começaram a me por num pedestal inalcançável
Mesmo sendo apenas uma criança, desde muito tempo, todos começaram a criar expectativas sobre mim.
Nunca fui uma garota prodígio ou com algum diferencial, pelo menos que eu tenha percebido, mas sempre
cultivaram uma imagem de "Garota diferente e inteligente". Isso pode parecer uma coisa boa, mas, com o tempo,
se tornou um dos maiores fardos da minha vida.
Acho que não preciso falar sobre como era frustrante tirar uma nota baixa e ouvir um "Eu tirei mais do que você, Stella!"
ou um "Até você, Stella?" quando eu fazia uma travessura como as outras crianças, não é mesmo?
E mesmo sendo apenas crianças, eu ouvi muitas vezes que alguém queria ser meu amigo, mas me achava legal demais pra isso.
Isso me tornou cada vez mais fria e fechada. 
Não é como se eu tivesse me tornado um ser anti-social, mas sou mais centrada e menos ligada a parte sentimental,
pelo menos até eu ter certeza que aquela pessoa não aja de forma idiota comigo.
A vida continuou, eu cresci, entrei no ensino médio e essa situação não mudou. Alguns professores parecem ter medo de me 
contrariar, outros me tratam de forma diferente e com mais cautela. As pedagogas evitam discutir e argumentar comigo e a 
diretora não levanta a voz. A turma calava a boca quando eu, raramente, falava algo para todos, e sempre davam uma atenção
maior para  minha opinião e ponto de vista. Colegas e até amigos têm medo de me abraçar e eu ficar brava. Uma até se 
surpreendeu quando soube que eu gostava de um garoto.
Até entre amigos fora do colégio, vieram com a ideia de "A Téia é diva" sem eu agir de qualquer maneira diferente.
Desde que eu comecei a sair, mesmo que fosse para um curso, com calça jeans e camiseta, as pessoas me olhavam na rua.
Há quem diga que isso é questão de aura, mas sendo ou não, isso sempre me incomodou.
Esses dias eu entrei em contato com um velho amigo, na verdade, uma velha queda. Entre conversas nostálgicas e notícias sobre a vida ele lançou a seguinte frase:
"Eu gostava de você, mas pensei que nunca teria chance e, também, nunca tive coragem de chegar em você, então desisti"
Não adianta chorar sobre o leite derramado, mas isso me revoltou internamente, ainda mais por não ser a primeira vez que ouço isso. 
Nem sempre ser alguém "inalcançável" é bom, nem sempre ser alguém que se destaca ou é diferente traz benefícios. 
Por mais que meus amigos mais próximos tenham outra visão de mim e ajam de forma diferente, eu odeio como 
as pessoas costumam criar expectativas. Isso acaba me machucando e as decepcionando. 
Eu sei muito bem como é difícil expor seus sentimentos para alguém, mas não deixe um motivo idiota impedir de fazer isso. 
Pessoas com pouca confiança e auto-estima me revoltam, por mais que isso não seja culpa delas. 
E eu também gostaria de ser menos fechada, de ter menos cara de mau ou de antipática. Quem sabe eu conseguiria ter
mais amigos, ou pelo menos uma imagem menos negativa do que as pessoas normalmente têm sobre mim.
Eu vou estar mentindo se disser que não me divirto com essas situações algumas vezes, mas a maior parte do tempo, 
isso acaba sendo algo solitário. 

Begin


Olá, meu nome é Stella, porém, todos me chamam, principalmente, de Téia, entre os outros mil e um apelidos que adquiri em meus 17 anos de vida.
Tenho uma mente extremamente crítica, criativa e dramática e, por tal motivo, estou criando esse blog, já que o twitter é limitado demais e o facebook não é o melhor lugar para reclamar da vida. Falando em tais redes, vou deixar o link delas aqui no blog, caso você, pessoa que está lendo isso, seja um desconhecido que veio parar aqui por acaso.
Sou uma futura estudante de Psicologia (bem, pelo menos até eu mudar de ideia), aspirante a escritora e dançarina, amante de música e moda asiática, com ênfase nas ondas sul-coreanas e japonesas.
Eu espero não me frustrar muito com a falta de seguidores desse blog, além do mais, não pretendo divulgá-lo, já que não quero que algumas pessoas que conheço o leiam. Ou será que quero?
Vamos nos divertir muito, Blog-kun!
*Insira aqui uma pitada de sarcasmo e acidez para terminar bem a introdução*
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