Um espaço para auto-reflexão, mimimis adolescentes e falta do que fazer

quarta-feira, 18 de março de 2015

Amor x Vodka


Corações desiludidos adoram usar a frase "Amor? Eu prefiro Vodka" e idolatrar bebedeiras como óbvias substituições para relacionamentos, mas não é tudo a mesma coisa?

Se apaixonar é como tomar um porre de vodka.
Acontece aos poucos, às vezes misturado com alguns ingredientes, fazendo você perder a noção da situação e o controle das coisas.
Quando você percebe, pronto. Está bêbado/apaixonado. Entretanto, quando a ficha finalmente cai, não tem mais volta: você está ferrado.

Aí então vem uma série de sentimentos e sensações característicos da embriaguez:
Parece que você pode fazer tudo, e que os problemas são pequenos e insignificantes, ao mesmo tempo que alguns dilemas se amplificam e você sente vontade de chorar pelas mínimas coisas. Passa a ver o mundo de outra forma  Você sente tontura, borboletas no estômago, perde a noção de espaço e tempo. Se esquece de algumas coisas, dá demasiada atenção para outras, ignora conceitos relevantes e se perde em pequenos detalhes.

Quando há algum deslize e exagero no processo, a amargura na boca e a dor de cabeça são inevitáveis no dia seguinte. Existem riscos, e acidentes podem ocorrer, machucando você e quem estiver perto.
Algumas vezes, tais situações caminham juntas e justificam a existência da outra. Afinal, quem nunca bebeu por causa do amor, e quem nunca "amou" por causa da bebida?

Bêbada ou apaixonada, entre os dois vícios, não consigo decidir qual é o mais prejudicial, afinal, ambos deixam a sensação de quero mais e pequenas grandes marcas em nossos corpos.
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