O clichê entre a dor e o amor está na rima das palavras. No
complemento entre uma e outra. Está no apreço que temos por ambos.
O clichê entre a dúvida e a entrega está no contraste das
ações. Nas consequências dos atos. Está na confusão que fazemos.
O clichê entre a negação e a saudade está nas noites sem
você. No medo vivo entre os dois. Está na culpa que sentimos.
O clichê entre o sentimento e a ilusão está em sua própria
existência. Na essência dos termos. Está em nossas palavras.
O clichê entre você e eu está no que me impulsiona a
escrever. Na rima, no complemento, no contraste, nas consequências, nas noites,
no medo, na ilusão, na existência e na essência.
Está na confusão, na vontade, na contradição, na verdade, no
momento, no exagero e na coragem.
Quando tudo deixará de ser clichê para virar realidade?
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